segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Plantando Tomates



Como bem diz o meu amigo Mário: Moço....moço.... Você já fez besteira demais....

Certo dia eu estava descansando em uma rede na minha chácara quando apareceu um sujeito, menor do que eu ainda, perguntando se eu não gostaria de plantar tomates com ele na meia. Eu fiquei imaginando como é que se plantaria tomate numa meia????????

Perguntei como ele se chamava. Ele respondeu: - Grilo

Cocei minha cabeça e achei que estava sonhando: “plantar tomates na meia com um grilo”...... Mas não sou homem de se assustar com vôo de nambu e resolvi esticar mais o papo solicitando que ele me explicasse mais o que queria mesmo.

Ele me explicou que minha chácara era muito boa para o plantio da hortaliça e que caso eu concordasse em fornecer o adubo e a semente ele entraria com a mão-de-obra e quando vendêssemos a colheita eu retiraria tudo que tinha gasto e dividiríamos os lucros. Gostei da sua proposta, mas ainda ficou uma pulguinha atrás de minha orelha: plantar tomates com um grilo???????

Busquei informações com os agricultores e fui informado que o tal grilo “era bom no trem mesmo”. Comprei logo um Tobata, uma rede de irrigação e grilo começou a trabalhar que nem um louco. O homem era realmente uma formiga para trabalhar e com mais ou menos 90 dias chegou a época da colheita. A lavoura estava linda e para nossa sorte não tinha tomate na praça.

Começamos levando 20 caixas de tomates da Ceilândia. Pesquisei e me informei que tinha pouco tomate na praça e o pessoal do Ceasa me aconselhou a experimentar um preço de R$ 12, 00, o dobro do preço usual do produto. Chegamos à feira por volta de 4h30min da madrugada e lá pelas 5h00 já tínhamos vendido tudo e todo mundo doido pelo nosso tomate.

Na próxima ida, três dias depois, eu metido a muito sabido já subi o preço para R$ 18,00. Aconteceu a mesma coisa. Levamos 70 caixas e vendemos em menos de uma hora e já fomos para casa dormir e com o dinheiro quentinho no bolso.
Na segunda-feira seguinte caprichamos na colheita (140 caixas) e resolvi testar o preço de R$ 24,00. Não deu pra quem quis. Acordamos às 4h00min e quando deu 6:00 e já estava com mais de R$ 3.000,00 no bolso, numa alegria que só tico-tico no fubá.

Naquela época eu trabalhava em um banco onde ganhava mais ou menos esta quantia e já estava imaginando: Ora, se no banco eu demoro 1 mês para ganhar o que eu ganho em uma noite, eu vou virar é plantador de tomates !!!!!

A lavoura foi diminuindo e ao fazermos a contabilidade nos sobrou realmente uma grana superior ao ano de trabalho no referido banco.

Mas, mesmo não sendo mineiro eu aprendi muito com meus amigos que são em sua maioria das terras de JK, resolvi fazer mais uma plantação para ver se o negócio era “bão memo”.

Resolvi plantar 20.000 pés, o dobro da lavoura anterior. “Minino do céu!”. Para começar, quando a lavoura estava com mais ou menos 2 meses, já com a primeira desbrota roubaram toda a minha encanação. Nessa época eu já estava mais enturmado com a área, verifiquei o preço do tomate e realmente não passava de R$ 8,00, fiz conta e mais contas e resolvi arriscar. Comprei nova tubulação e cheguei as esporas no grilo.

Já estávamos nos preparando para colheita quando num domingo o grilo me acordou apavorado me informando sobre a infestação da temida mosca branca no tomatal. Eu não conhecia a real gravidade, mas pelo apavoramento do cara eu vi que a coisa era séria. Mas sério mesmo eu fiquei quando soube o valor do veneno para combater a tal mosca e a freqüência que ele deveria ser aplicado.

Voltei para casa sério que parecia que estava cagado e para resumir a lavoura mal cobriu os custos e ainda tive de comprar cestas básicas para a família do grilo, pois não podia deixá-lo passar fome.

Foi aí que eu descobri que ser agricultor nesse país é coisa de otário e o meu sucesso inicial era só alegria de pato e para pegar otário como eu que por pouco não entrei nessa.

sábado, 25 de agosto de 2007

Otário as avessas




Essa eu fiquei com cara de otário porque era para eu ter saído de otário e acabei por não sair e até hoje não sei o porquê, entendeu? Vou explicar.

Todo pescador que se preza tem uma lanterna de cabeça e quem levou essa novidade para as bandas do Tocantins, lá no Guaraí, foi meu primo Machado o qual foi logo invejado e imitado por todos os outros de tão boa que foi a idéia.

Aconteceu na feira do Paraguai.

Certo dia eu cheguei lá na barraca do Estácio e tinha um casal acompanhado de sua filhinha, uma menina linda e pequena, mais ou menos uns 12 anos e ela estava com uma das lanternas de cabeça, igualzinha a minha, pedindo ao vendedor que a consertasse e o cara não lhe dava atenção, e só de vez em quando dizia: tem jeito não!!!!!!!

Aí eu, com minha mania de tudo-nessa-vida-tem-jeito perguntei qual o defeito e ela me disse simplesmente que não estava acendendo. Eu me lembrei que na minha lanterna tinha uma lâmpada sobressalente e dei daquela deixa-que-eu-conserto-pra-você.
Ela retrucou – O senhor sabe consertar?
Eu disse todo metido a importante e confiado na lâmpada sobressalente:
- conserto.
Quando abri a lanterna e procurei o tal “foquite” sobressalente. Que decepção. A lanterna dela não tinha.

Rapaz, me deu vontade de entrar no chão e evidentemente todo mundo percebeu minha cara de decepção. Pensei na decepção da menina e refleti: Flávio tu tens que parar de entrar em fria de graça. Aí ... e agora? Bom ... é só fechar a lanterna e devolver para a menina sem funcionar mesmo, fazer o quê né? A gente não tem que ganhar todas na vida, de vez em quando a gente tem mesmo que sair com a cara grande. Não será a primeira vez que vou passar por otário né ???

Automaticamente comecei a remontá-la para devolver e qual não foi a minha surpresa quando terminei e a entreguei sem falar nada. A garotinha experimentou e a lanterna acendeu.

Acendeu! Simplesmente acendeu! Nem eu sei dizer como nem porque, mas a lanterna acendeu.
A menina arregalou os olhos de alegria e quase pulou no meu pescoço "nooooosssa !!! mas o senhor é bom nisso mesmo o senhor é demaaaais!"

Aí eu tomei um fôlego longo e imaginei: demais não, mas sou 100% mais ou menos.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

O Hamster


Essa é dos tempos em morávamos no CO (Centro Olímpico ) da UNB. Naquela época morava, no alojamento eu, Bolão, Natal, Milton e mais dois que agora não me lembro.

O Bolão fazia Biologia e era dado a levar alguns animais para fazer experiência chegando, as vezes a sacrificá-los lá no alojamento. Até que um dia ele levou um filhote de hamster muito esperto em uma caixa de sapatos, este chegou lá muito pequeno e todos nós fomos nos compadecendo dele aos poucos: acariciávamos, dávamos comida e etc. e ele foi ficando e aos poucos conquistando seu espaço no apartamento.

O animalzinho foi crescendo, percebemos que ele nos conhecia, quando chegávamos em casa ele logo saía de seu esconderijo e subia por nossas pernas de calças e começava a caminhar na mesa e fazer graças com nossos livros e cadernos, bastava que alguém o desse um pouco de atenção que ele já virava a barriga para coçarmos. Logo, logo se tornou o xodó da turma e todos nós o adorávamos ao ponto de não se importar com suas travessuras de roer nossos livros e cadernos de vez em sempre e termos que limpar suas sujeiras.

Ele era, realmente, muito inteligente e se chegasse gente estranha acompanhando um de nós, ficava na sua toca até o cara ou a cara ir embora e, principalmente à noite ele passava o tempo todo zanzando pelo alojamento. Durante o dia ele era mais ausente e só aparecia de vez em quando.

Acho que eu era um de seus favoritos até porque eu o tolerava mais e estava sempre disposto a compartilhar de suas travessuras. Durante o dia ele gostava de entrar no bolso de minhas jaquetas e lá ficar dormindo.

Pois foi justamente esse seu hábito que me deixou de saia justa e com cara de bobo no bandejão da universidade. Um dia cheguei no alojamento apressado para pegar um trabalho que tinha esquecido e o bicho entrou no bolso de minha jaqueta e eu o levei comigo sem saber.

Quando estava almoçando, eu acho que ele sentiu cheiro de comida e colocou a cabeça para fora de um bolso e na mesa que eu estava tinha uma boliviana muito doida que jogou a bandeja para cima e gritou que eu estava com uma cobra no bolso.

O bicho se assustou e pulou do meu bolso. E uma zona geral tomou conta do restaurante. Que confusão que foi para recapturar esse “rato”. Meninas em cima das mesas; tinham alguns valentões querendo matá-lo, outros do WWF defendendo-o e o bicho não me reconhecia mais e foi indo até que eu consegui que ele entrasse numa área mais restrita e voltar as camaradagem com ele, não sem antes levar uma mordida.

Agora pense na cara de otário que eu fiquei na UNB até todo mundo esquecer dessa “maçaroca”.



sábado, 18 de agosto de 2007

Inocência








Quem nasce para ser otário é um privilegiado e no tapinha da parteira ele sorri sem graça e dá um grito em vez de chorar.
Eu tenho quase certeza que aconteceu isso comigo.
Mas também nos torna grandes observadores da vida sem exigir muito dela e até hoje as pessoas me falam: “Rapaz tu não envelhece não é”????
É completamente diferente de ser babaca. Isso eu também já fui em minha adolescência, mas me deixava envergonhado e aos poucos fui aprendendo a ficar esperto.

Dentre as coisas que me fizeram grande observador da vida, uma delas foi a vida de bancário. Passei 28 anos dentro de um banco convivendo com os mais diferentes tipos de chefes num espectro que classifico de perfeitos idiotas até gênios; de cascas-grossas até “nerds” e “yuppies”.

Mas deixando de lado os “entretantos e indo para os finalmentes”, por lá chegou uma novidade da área de recursos humanos de promover palestras motivacionais e relacionamentos e, dentre elas, houve uma que falava sobre a inocência e o pior é que o consultor conseguia ganhar muito dinheiro com aquilo.

No meio de uma dessas palestras, levantando a tese de que devemos desarmar os espíritos, para ilustrar e justificar sua tese contou-nos uma estória de uma menininha que vivia em um sítio próximo a um bosque e todos os dias ela pegava parte de sua comida e adentrava ao bosque para alimentar animais silvestres.

Aconteceu que, em um dia de festa, o sitio recebeu uma grande quantidade de pessoas e lá pelas tantas a menina ia saindo com a comida para alimentar seu “amiguinho” quando um babaca resolveu segui-la o que foi feito, também, por outras pessoas da família.

Quando chegou à mata a garotinha enfiou a mão dentro de um cupim e, após alguns instantes acariciando alguma coisa lá dentro, retirou uma enorme cascavel e começou a alimentá-la ao mesmo tempo em que conversava com ela.

Foi um espanto geral. Todo mundo achou um absurdo o perigo que ela estava correndo e chegaram à conclusão de que deveriam matar a cobra, o que foi feito imediatamente.
Resultado a menina ficou maluca, ficou sem comer e com pouco tempo faleceu.

Bem o que tem isso a ver com minha condição de observador??
Acontece que eu achei aquilo muito bonito e, como tinha alguns problemas de relacionamento entre os peões na fábrica de pregos, resolvi logo no dia seguinte reunir meus funcionários e tentar incutir nas suas cabeças o tal do hábito de desarmar os espíritos.
Quando eu acabei de contar a história e falei que a menina tinha perdido o juízo, o Meota pulou lá longe e disse:

O QUE??? FICOU DOIDA COISA NENHUMA, ELA JÁ ERA DOIDA ANTES -MEXER COM COBRA O SENHOR É DOIDO SEU FRAVO.

A gargalhada foi geral e passei um bom tempo com cara de otário e toda hora que eu entrava no pátio da indústria era uma gozação só.

A “peãozada” parava de trabalhar e ficavam só rindo.....

Isso é ou não é coisa da otário ???

Poblema x Pobrema

Dentre as inúmeras besteiras que eu já fiz na vida, a maior delas foi montar uma fábrica de pregos junto com um grande amigo. Ele foi meu chefe em um banco e me viu como o bom companheiro para, como ele sempre falava, criarmos alguns empregos e, de quebra, ficar rico.

Mas, vicissitudes a parte, dentre nossos funcionários tinha o Sr. Antônio que em “priscas eras” tinha tomado tanta cachaça que os demais peões o chamavam de Antônio Meota, pois era dado a virar uma meia garrafa de “fubuia” de uma só golada.

Pois bem, o Meota era um funcionário muito competente, mas vira e mexe me vinha com algum problema familiar para resolver dizendo que tinha que se ausentar ou chegar mais tarde tendo em vista que se o mesmo não fosse resolvido imediatamente “morria gente”.
Chegava e dizia:
- Seu Fravo tenho um “poblema” em casa e preciso sair agora, pois senão Maria vai ter um enfarto.
- Patrão, tem um “pobrema” para resolver com minha filha amanhã e só posso chegar às 9h.

A palavra problema não existia no vocabulário dele não.

Alguém poderia me perguntar como é que eu agüentava isso.

É que mecânico de máquina de prego aqui em Brasília era difícil e o homem era competente quando estava na indústria.

Mas o leitor tem razão, chegou um tempo que eu já andava um tanto aborrecido com os problemas do Meota. Até que um dia me meti a engraçadinho e fiz a pergunta que me deixou com cara de otário.

Quando ele entrou em minha sala fui logo perguntando:

- Ô Meota me responde uma coisa: - Qual é a diferença de pobrema para poblema?

Ele me olhou assim como que decepcionado e retrucou. - O senhor “num sabe não”?

Eu engoli seco e disse: - Não

- Então vou lhe “expricar”: Pobrema Seu Fravo é da vida e poblema, aí é de “carcular”, ou seja de “matemática”.

Toma distraído!!!!!!!

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Pérolas


Um parte ... o outro escolhe ...
 

 
 A vida é um sutiã ... tem que meter os peitos ...
 
 

 Contei minha história pro carroceiro ... até o burro chorou ...


Passarinho que anda com morcego ... acaba dormindo de cabeça pra baixo ....




O  sapo pula não é porque acha bonito ... o sapo pula porque precisa ...



sofrendo que nem bode comendo cansanção ...



Mente mais que bula de biotonico ...



Mais sério que menino cagado ...



Se você me ajudar, eu faço sozinho.



e se a namorada está longe ... o negócio é
partir pro mercado negro ou fazer justiça com as próprias mãos ...



Afinal, é fazendo merda que se aduba a vida ...



Eu só tenho medo mesmo é do mala men ...
por que?
porque minha mãe rezava assim: livrai-nos do mala men ...



Mãos pra cima num se bula ...
se se bulir vou fazer docê uma arupenba ...



Vou morrer solteiro, igual cachorro ... (essa ele pagou caro ahaaa)



- Flávio, eu estou com ciúmes dessa televisão ...
- Então eu vou comprar outra ...




 

domingo, 5 de agosto de 2007

Escolhendo a Profissão




Eu já nasci gostando de problemas.
Desde muito pequeno eu já me imaginava engenheiro.
Meu pai trabalhava como mecânico de uma indústria de extração de óleo babaçu, eu era fascinado pelo que ele fazia, e me imaginava seguindo a profissão dele.
O cara que escolhe essa profissão é um predestinado a resolver problemas seu e dos outros para o resto da vida. Se você é engenheiro, não importa a modalidade ( mecânico, civil, químico, agrônomo etc), não se preocupe, qualquer problema que acontecer em sua família, seja de fundação, estrutura, serralheria, troca de lâmpada, partos prematuros, vasos entupidos, socorro a um irmão sem gasolina, não importa, você será o primeiro a ser lembrado e todo mundo acha que é sua obrigação ajudá-los.
Lembro de uma historinha que ouvi pelos rincões do nosso lindo estado de Goiás quando um engenheiro estava fazendo a topografia de uma estrada que conta mais ou menos o seguinte:
“ O cara estava lá, ocupado com seu trabalho quando chegou um caipira e perguntou o que ele estava fazendo. E este respondeu.
- Estou demarcando o melhor caminho para construir uma nova estrada que passará por aqui.
O caipira retrucou – Uaii!! sô aqui nós num faz assim não.... Aqui nós sorta um burro e ele vai escoiendo o mior lugar de passar e com certeza esse é o mior camim pra nós fazer o trieiro, que dispois vira estrada.
Foi então que o engenheiro resolver fazer a pergunta mais besta da sua vida. – E se o burro não conseguir achar um caminho?
O caipira retrucou prontamente... Aí, num tem jeito.... aí nóis contrata um engenheiro”.

A estorinha acima acentua ainda um aspecto interessante de nossa profissão. Até ter o problema instaurado, todo mundo acha que não precisa de nós e que é perfeitamente possível construir qualquer coisa apenas com boa vontade e experiência.

É verdade que experiência conta muito, mas um engenheiro experiente conta muito mais.

Os chocalhos




Na fazenda onde morávamos no interior do Maranhão, meu pai vendia gado para a cidade de Caxias e alguns deles, para não se perderem, iam com chocalho no pescoço.
Quando eu tinha 10 anos de idade, um dia meu pai me mandou ir ao matadouro buscar alguns chocalhos que haviam ficado por lá.
Vinha eu tranquilo pelo caminho com os chocalhos na mão, logicamente fazendo o barulho típico, eram aproximadamente dez chocalhos, portanto o barulho era bem alto.
Algumas pessoas me olhavam com estranheza, mas como eu era criança não ligava para aqueles olhares.
Vi de longe um buraco bem grande e me aproximei com a curiosidade normal de uma criança.
Foi aí que saiu um sujeito de dentro desse buraco numa velocidade doida, assustado que nem olhou pra trás, focado em correr e correr. Fiquei parado olhando a cena do homem amalucado correndo e aí, claro, os chocalhos pararam de barulhar. O homem então se deu conta da situação e parou de correr, olhando pra trás e dando de cara comigo.
Rapaz, o homem voltou muito brabo, me xingando de tudo o que há.
Disse ele que pensou se tratar de uma boiada e que algum boi podia cair no buraco onde ele estava, por isso a correria.
Aí gente, quem se pôs a rir fui eu né?
E quanto mais eu ria, mais zangado o homem ficava, quanto mais o homem ficava zangado mais eu ria ...
Enfim, o buraco era para instalação de água em frente a uma casa e o rapaz era funcionário da companhia de água local e estava trabalhando, coitado.
Nunca esqueci isso, até hoje, com 53 anos, me lembro disso e começo a rir sozinho. Sempre que ouço barulho de chocalho me vem esse episódio à lembrança, só comigo mesmo!