sábado, 18 de agosto de 2007

Poblema x Pobrema

Dentre as inúmeras besteiras que eu já fiz na vida, a maior delas foi montar uma fábrica de pregos junto com um grande amigo. Ele foi meu chefe em um banco e me viu como o bom companheiro para, como ele sempre falava, criarmos alguns empregos e, de quebra, ficar rico.

Mas, vicissitudes a parte, dentre nossos funcionários tinha o Sr. Antônio que em “priscas eras” tinha tomado tanta cachaça que os demais peões o chamavam de Antônio Meota, pois era dado a virar uma meia garrafa de “fubuia” de uma só golada.

Pois bem, o Meota era um funcionário muito competente, mas vira e mexe me vinha com algum problema familiar para resolver dizendo que tinha que se ausentar ou chegar mais tarde tendo em vista que se o mesmo não fosse resolvido imediatamente “morria gente”.
Chegava e dizia:
- Seu Fravo tenho um “poblema” em casa e preciso sair agora, pois senão Maria vai ter um enfarto.
- Patrão, tem um “pobrema” para resolver com minha filha amanhã e só posso chegar às 9h.

A palavra problema não existia no vocabulário dele não.

Alguém poderia me perguntar como é que eu agüentava isso.

É que mecânico de máquina de prego aqui em Brasília era difícil e o homem era competente quando estava na indústria.

Mas o leitor tem razão, chegou um tempo que eu já andava um tanto aborrecido com os problemas do Meota. Até que um dia me meti a engraçadinho e fiz a pergunta que me deixou com cara de otário.

Quando ele entrou em minha sala fui logo perguntando:

- Ô Meota me responde uma coisa: - Qual é a diferença de pobrema para poblema?

Ele me olhou assim como que decepcionado e retrucou. - O senhor “num sabe não”?

Eu engoli seco e disse: - Não

- Então vou lhe “expricar”: Pobrema Seu Fravo é da vida e poblema, aí é de “carcular”, ou seja de “matemática”.

Toma distraído!!!!!!!

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