Essa é dos tempos em morávamos no CO (Centro Olímpico ) da UNB. Naquela época morava, no alojamento eu, Bolão, Natal, Milton e mais dois que agora não me lembro.
O Bolão fazia Biologia e era dado a levar alguns animais para fazer experiência chegando, as vezes a sacrificá-los lá no alojamento. Até que um dia ele levou um filhote de hamster muito esperto em uma caixa de sapatos, este chegou lá muito pequeno e todos nós fomos nos compadecendo dele aos poucos: acariciávamos, dávamos comida e etc. e ele foi ficando e aos poucos conquistando seu espaço no apartamento.
O animalzinho foi crescendo, percebemos que ele nos conhecia, quando chegávamos em casa ele logo saía de seu esconderijo e subia por nossas pernas de calças e começava a caminhar na mesa e fazer graças com nossos livros e cadernos, bastava que alguém o desse um pouco de atenção que ele já virava a barriga para coçarmos. Logo, logo se tornou o xodó da turma e todos nós o adorávamos ao ponto de não se importar com suas travessuras de roer nossos livros e cadernos de vez em sempre e termos que limpar suas sujeiras.
Ele era, realmente, muito inteligente e se chegasse gente estranha acompanhando um de nós, ficava na sua toca até o cara ou a cara ir embora e, principalmente à noite ele passava o tempo todo zanzando pelo alojamento. Durante o dia ele era mais ausente e só aparecia de vez em quando.
Acho que eu era um de seus favoritos até porque eu o tolerava mais e estava sempre disposto a compartilhar de suas travessuras. Durante o dia ele gostava de entrar no bolso de minhas jaquetas e lá ficar dormindo.
Pois foi justamente esse seu hábito que me deixou de saia justa e com cara de bobo no bandejão da universidade. Um dia cheguei no alojamento apressado para pegar um trabalho que tinha esquecido e o bicho entrou no bolso de minha jaqueta e eu o levei comigo sem saber.
Quando estava almoçando, eu acho que ele sentiu cheiro de comida e colocou a cabeça para fora de um bolso e na mesa que eu estava tinha uma boliviana muito doida que jogou a bandeja para cima e gritou que eu estava com uma cobra no bolso.
O bicho se assustou e pulou do meu bolso. E uma zona geral tomou conta do restaurante. Que confusão que foi para recapturar esse “rato”. Meninas em cima das mesas; tinham alguns valentões querendo matá-lo, outros do WWF defendendo-o e o bicho não me reconhecia mais e foi indo até que eu consegui que ele entrasse numa área mais restrita e voltar as camaradagem com ele, não sem antes levar uma mordida.
Agora pense na cara de otário que eu fiquei na UNB até todo mundo esquecer dessa “maçaroca”.

Nenhum comentário:
Postar um comentário